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Analistas alertam que um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz poderia desencadear uma crise energética sem precedentes neste século

Analistas alertam que um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz poderia desencadear uma crise energética sem precedentes neste século

Um encerramento prolongado do Estreito de Ormuz poderá provocar uma disparada sem precedentes nos preços globais do petróleo e mergulhar o mundo na mais grave crise energética do último século, alertaram analistas da consultora Wood Mackenzie. Segundo a empresa, caso a estratégica rota marítima permaneça fechada ao transporte comercial até ao final do ano, o preço do Brent poderá inevitavelmente atingir os 200 dólares por barril.

Desde o início das hostilidades envolvendo o Irão, a produção mundial de petróleo já caiu cerca de 11 milhões de barris por dia, destaca o relatório. Os especialistas alertam que, quanto mais tempo o conflito durar, maiores serão os danos financeiros e estruturais para o mercado energético global, refletindo-se diretamente no aumento dos custos dos combustíveis para os consumidores finais.

Segundo a Wood Mackenzie, uma subida tão acentuada e descontrolada dos preços das principais fontes energéticas teria um impacto severo sobre a atividade industrial mundial e poderia desencadear uma desaceleração generalizada do crescimento económico global.

O risco de um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz reforça ainda mais os alertas feitos por outros economistas de referência. Paul Diggle, economista-chefe da gestora Aberdeen Asset Management, prevê que uma nova fase aguda da crise possa começar já neste verão, impulsionada pelo aumento sazonal da procura por viagens e transportes no Hemisfério Norte.

Segundo os analistas, a pressão adicional sobre a logística global agravaria ainda mais o desequilíbrio entre oferta e procura de hidrocarbonetos, podendo levar o preço do Brent para acima dos 180 dólares por barril antes do final de 2026.

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