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Emirados Árabes Unidos anunciam saída da OPEP e da OPEP+ a partir de 1º de maio de 2026

Emirados Árabes Unidos anunciam saída da OPEP e da OPEP+ a partir de 1º de maio de 2026

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram oficialmente sua saída das alianças OPEC e OPEC+, com efeito a partir de 1º de maio de 2026, como parte de uma estratégia econômica de longo prazo. A decisão permitirá ao país regular de forma independente seus níveis de produção e responder com mais flexibilidade ao crescimento da demanda global por petróleo, gás e derivados.

Em 28 de abril de 2026, a agência estatal WAM informou que a saída foi resultado de uma análise aprofundada da política energética nacional diante das mudanças na demanda global. A liderança dos Emirados busca reforçar sua posição como fornecedor confiável e acelerar a diversificação de suas exportações de hidrocarbonetos. Ao deixar os acordos, o país elimina as cotas de produção, abrindo espaço para ampliar a oferta no médio prazo.

O ministro de Energia e Infraestrutura, Suhail Mohamed al-Mazrouei, afirmou que o país está preparado para atender às necessidades energéticas da economia global. Segundo ele, a demanda mundial continuará crescendo, e a saída das alianças permitirá aos Emirados contribuir de forma mais ativa para suprir esse aumento. O ministro também destacou que a medida não deve provocar instabilidade imediata no mercado, já que o bloqueio do Estreito de Ormuz ainda limita o fluxo efetivo de cargas. A estratégia abrange não apenas petróleo bruto, mas também produtos refinados e gás natural.

Vale destacar que a produção de petróleo nos Emirados caiu mais da metade em março de 2026, devido a interrupções no fornecimento através do Estreito de Ormuz e a ataques de drones iranianos ao porto de Fujairah. Em janeiro, a produção havia atingido cerca de 3,4 milhões de barris por dia, mas as ações militares forçaram a suspensão de operações em terminais. Incêndios em infraestruturas críticas também prejudicaram as exportações, gerando escassez local. Assim, a situação no Golfo Pérsico continua sendo um fator-chave que limita o potencial de expansão da oferta, mesmo com o relaxamento das restrições da OPEC+.

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